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Neo-Onfaloplastia

A cicatriz mais aparente após a realização de uma abdominoplastia, é a  cicatriz do umbigo. Muitas vezes essa cicatriz é fruto de insatisfações e traumas que podem até colocar em risco a reputação do cirurgião.
Na busca por resultados mais harmoniosos na confecção umbilical, foram descritas várias técnicas de onfaloplastia com o objetivo de aprimorar a naturalidade e obter menor índice de complicações.
Este trabalho apresenta mais uma opção para confecção umbilical pós-abdominoplastia, consistindo numa técnica simples, de fácil execução, sendo ela realizada internamente, sem que haja incisão cutânea, promovendo desta forma, um resultado bastante natural sem cicatriz.
Descritores: Confecção umbilical pós-abdominoplastia. Ausência de incisão cutânea. Resultado natural.

2 – INTRODUÇÃO

O umbigo é uma cicatriz deprimida ou escavada no plano mediano, um pouco mais próxima da pube do que do processo xifóide, podendo variar sua posição de 4cm acima da espinha ilíaca ântero-superior, até 2cm abaixo da mesma. Antes do nascimento, a parede abdominal encontra-se aberta na inserção do funículo umbilical, com as suas duas artérias e veias, e o úraco. Depois da secção do cordão umbilical, no nascimento, forma-se uma cicatriz, constituindo-se então, o umbigo. Este não desempenha nenhuma função fisiológica, mas ocupa um cargo importante entre os elementos estéticos do nosso corpo.
A preocupação em minimizarmos sua cicatriz, numa abdominoplastia, já vem de longa data e tomou grande impulso na década de 70, a partir da publicação de Avelar2 o qual não utilizava cicatriz externa, e com técnicas que reduziam a cicatriz umbilical, como a de Hilário 6 . Dentre as publicações de neo-onfaloplastias, os autores enfatizavam o emprego de retalhos locais, de formas variadas, enxertos de pele ou associação destes transplantes, fixando-os ou não na aponeurose abdominal 1,7,8,9 .
Em 1998, Schoeller e cols13 publicaram uma técnica que prometia a confecção umbilical sem cicatriz. Nessa técnica, era feito a desepitelização do umbigo e fixado o coto na aponeurose. Realizava-se uma lipectomia na região umbilical do retalho até a derme e fixava-se esta  no umbigo desepitelizado  nos quatro pontos cardeais. 
Em 2002, Santanelli12 partindo do príncipio que o umbigo é uma cicatriz gerada por segunda intenção, descreveu um método que consistia na ressecção do umbigo e reconstrução deste através de uma incisão linear no sítio umbilical e inversão dos retalhos de pele, suturando-os na linha Alba deixando 1 cm entre as bordas de pele para que houvesse cicatrização por segunda intenção .
A partir de 2001, tentamos confeccionar o umbigo de uma forma que proporcionasse um bom resultado estético eliminando a cicatriz, com baixo índice de complicações e que fosse de fácil execução. No método aqui desenvolvido, desepitelizamos o umbigo fazendo a invaginação do coto umbilical entre os retos juntamente com a plicatura da diástase retal. Incisamos o subcutâneo do retalho até a derme sem que haja lipectomia e fixamos a derme na aponeurose.